segunda-feira, 22 de março de 2010




Eu tenho uma espécie de dever, de dever de sonhar, de sonhar sempre. Pois sendo mais que uma espectadora de mim mesma, eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso, e assim me construo a ouro e sedas, salas supostas. Invento palco, cenário, para viver o meu sonho.
Entre luzes brandas e músicas invisíveis.


Sonhar mais um sonho impossível

Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite provável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã este chão que eu deixei
Por meu leito e perdão
Por saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

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