quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Tente entender.

Eu vou te contar que você não me conhece, e eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve.

A sedução me escravisa a você, ao fim de tudo você permanece comigo mas prezo ao que eu criei e não a mim.

E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo maior nos separa.
Você não tem um nome, eu tenho.

Você é um rosto na multidão e eu sou o centro das atenções.

Mas a mentira da aparencia do que eu sou, 
é a mentira da aparência do que você é.

Porque eu, eu não sou o meu nome, e você não é ninguém.

O Jogo perigoso que eu pratico aqui
ele busca chegar ao limite possível de aproximação
através da aceitação da distância e do reconhecimento dela

entre eu e você existe a noticia que nos separa
eu quero que você me veja nua
eu me dispo da noticia
e a minha nudez parada te denuncia e te espelha
eu me delato
tu me relatas
eu nos acuso e confesso por nós

assim me livro das palavras
com as quais
você me veste...

Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser e de dizer coisas que podem magoar e te ofender, mas cada um tem o seu jeito todo próprio de amar e de se defender.

Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço, e desfaço, contrafeito

O meu defeito é te amar demais
Palavras são palavras
E a gente nem percebe o que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mais o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar

Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser

Mas é assim que eu sei te amar...

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