Eu vou te contar que você não me conhece, e eu tenho que gritar isso porque você está surdo e não me ouve.
A sedução me escravisa a você, ao fim de tudo você permanece comigo mas prezo ao que eu criei e não a mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira um abismo maior nos separa.
Você não tem um nome, eu tenho.
Você é um rosto na multidão e eu sou o centro das atenções.
Mas a mentira da aparencia do que eu sou,
é a mentira da aparência do que você é.
Porque eu, eu não sou o meu nome, e você não é ninguém.
O Jogo perigoso que eu pratico aqui
ele busca chegar ao limite possível de aproximação
através da aceitação da distância e do reconhecimento dela
entre eu e você existe a noticia que nos separa
eu quero que você me veja nua
eu me dispo da noticia
e a minha nudez parada te denuncia e te espelha
eu me delatotu me relatas
eu nos acuso e confesso por nós
assim me livro das palavras
com as quais
você me veste...
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser e de dizer coisas que podem magoar e te ofender, mas cada um tem o seu jeito todo próprio de amar e de se defender.
Você me acusa e só me preocupa
Agrava mais e mais a minha culpa
Eu faço, e desfaço, contrafeito
O meu defeito é te amar demais
Palavras são palavras
E a gente nem percebe o que disse sem querer
E o que deixou pra depois
Mais o importante é perceber
Que a nossa vida em comum
Depende só e unicamente de nós dois
Eu tento achar um jeito de explicar
Você bem que podia me aceitar
Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser
Mas é assim que eu sei te amar...

Nenhum comentário:
Postar um comentário